Nunca ouvimos tanto FALAR DE TESTOSTERONA, o que antes era restrito aos ambientes das academias, hoje é vendido como QUALIDADE DE VIDA e exatamente nesse ponto que mora o PERIGO. Quem aqui não gostaria de dar uma TURBINADA nos MÚSCULOS, no DESEMPENHO SEXUAL e no DESEMPENHO FÍSICO? Mas é exatamente nesse desejo, antigo, da busca pelo ELIXIR DA VIDA que nós estamos metendo os pés pelas mãos.
A reposição de TESTOSTERONA é algo sério, que deve ser realizada por especialistas no assunto e não tratada como uma simples “SUPLEMENTAÇÃO VITAMÍNICA”. Vou me ater exclusivamente a terapia de reposição de testosterona masculina e em outra oportunidade falaremos da reposição de testosterona na mulher, outra POLÊMICA da atualidade.
A PRIMEIRA QUESTÃO que deve ser levantada é se REALMENTE HÁ ALGUMA DEFICIÊNCIA DE TESTOSTERONA? Esses níveis baixos encontrados em alguns exames estão provocando SINTOMAS PERCEPTÍVEIS na vida desse homem? Uma SEGUNDA QUESTÃO é por que os níveis de testosterona estão baixos? Mais especificamente, qual é a CAUSA? Antes de repor algo que está em falta, preciso tentar descobrir se algum outro distúrbio está DESENCADEANDO essa baixa produção de testosterona. Parece ÓBVIO, mas não é o que vemos nos dias atuais. Incontáveis homens estão em terapia de reposição sem nem ao menos ter investigado essas possíveis causas. TERCEIRA QUESTÃO extremamente importante, e também pouco conhecida pela população leiga, QUAL É A IDADE DESSE HOMEM? E EXISTE DESEJO DE TER FILHOS? A QUARTA QUESTÃO É COMO TRATAR E QUAL OS BENEFÍCIOS DO TRATAMENTO. Vamos agora falar melhor de cada QUESTÃO que foi por mim levantada aqui.
PRIMEIRA QUESTÃO (REALMENTE HÁ ALGUMA DEFICIÊNCIA DE TESTOSTERONA?): A maioria dos homens, diferentemente das mulheres, chega ao fim da vida com níveis de testosterona (hormônio masculino) DENTRO DOS VALORES NORMAIS. Entretanto de 5 a 7% dos homens após os 40 anos e 20 a 30% deles após os 60 anos podem, em função de algumas doenças, ou condições, ter queda acentuada dos seus níveis hormonais, fato conhecido como DISFUNÇÃO ANDROGÊNICA DO ENVELHECIMENTO MASCULINO (DAEM). Mas essa deficiência de produção da testosterona não é restrita ao envelhecimento masculino, uma vez que jovens, inclusive crianças, podem vir a apresentar esse mesmo problema, que tecnicamente chamamos de HIPOGONADISMO. Logo essa deficiência na produção de testosterona pode ser REAL. A primeira questão levantada por um especialista do assunto é se o valor encontrado em um PRIMEIRO EXAME irá se repetir em um SEGUNDO EXAME e essa contra prova é necessária, pois não são raras as vezes que um segundo exame mostra níveis normais. Um outro questionamento por parte do especialista é se esse níveis baixos encontrados estão produzindo algum tipo de SINTOMAS e se esse SINTOMA É RESTRITO A PARTE SEXUAL. Saibam que e deficiência de testosterona NÃO provoca apenas DISFUNÇÕES SEXUAIS, mas além de QUEDA NO LIBIDO E DISFUNÇÃO ERÉTIL, ela também pode provocar: INSÔNIA, IRRITABILIDADE, FALTA DE MOTIVAÇÃO, DEPRESSÃO e nas crianças podem justificar ANORMALIDADE NO DESENVOLVIMENTO DOS CARACTERES SEXUAIS MASCULINOS E DESENVOLVIMENTO DO PÊNIS. Para finalizar essa primeira questão lanço mão de uma velha máxima na medicina “TRATAMOS O DOENTE (PACIENTE) E NÃO APENAS SEU EXAME”.
SEGUNDA QUESTÃO (QUAL A CAUSA?): Na medicina é de praxe procurarmos o causador da “moléstia” e não deve ser diferente na terapia de reposição de testosterona. É necessário rastrear outras doenças que podem estar implicando nesse déficit, inclusive alterações genéticas podem ser a causa desse transtorno. A MENSAGEM mais importante aqui é que em alguns casos o TRATAMENTO NÃO É REPOR TESTOSTERONA, mas sim TRATAR A CAUSA BASE, como por exemplo os distúrbios da tireóide, tumores produtores de prolactina (um outro hormônio), etc. Não havendo uma CAUSA BASE TRATÁVEL, ai sim optamos pela TERAPIA DE REPOSIÇÃO DE TESTOSTERONA.
TERCEIRA QUESTÃO (QUAL É A IDADE DESSE HOMEM? E EXISTE DESEJO DE TER FILHOS?): Julgo essa uma das questões mais importantes da atualidade, tendo em vista a inúmera quantidade de JOVENS usando testosterona indevidamente. A reposição de testosterona em um paciente jovem invariavelmente irá lhe provocar INFERTILIDADE no longo prazo. A testosterona externa não é capaz que auxiliar na PRODUÇÃO DE ESPERMATOZÓIDES, tornando esse jovem homem em AZOOESPÉRMICO, termo designado quando o homem ejacula SEM ESPERMATOZÓIDES. Essa questão sempre deve ser levada em consideração na faixa etária mais jovem. Parece óbvio para o especialista, mas não é o que geralmente vemos no dia-a-dia. Existem outras formas de correção dos níveis de testosterona em homens jovens, que de forma indireta forçamos a PRÓPRIA PRODUÇÃO do hormônio PELOS TESTÍCULOS desse paciente, fato que não irá interferir na fertilidade. Se não há mais desejo de filhos, a reposição se dará da forma habitual, com TESTOSTERONA propriamente dita.
QUARTA QUESTÃO (COMO TRATAR E QUAL OS BENEFÍCIOS DO TRATAMENTO?): A reposição de testosterona pode ser realizada de diversas formas, MAS ela deve ser realizada realmente por um ESPECIALISTA NO ASSUNTO (UROLOGISTA OU ENDÓCRINOLOGISTA). Existe testosterona para repor por via ORAL, TRANSDÉRMICA, GEL E INTRAMUSCULAR. O médico irá avaliar a melhor forma para cada paciente e levará em conta a que mais se aproxima do FISIOLÓGICO, ou seja, tentando se aproximar de como o nosso organismo produz a testosterona diariamente. Importante lembrar aqui que uma vez indicado a reposição de testosterona, essa reposição será para SEMPRE e não apenas por um período. O SEGUIMENTO desse tratamento também deverá ser rigoroso no primeiro ano, fazendo-se necessário vinda ao consultório para avaliar HEMOGRAMA, PSA e a própria TESTOSTERONA. Já os benefícios da reposição são inúmeros, melhora do SONO, melhora dos controles GLICÊMICO, se diabéticos, e dos níveis de COLESTEROL se estiverem alterados. O DESEMPENHO SEXUAL é outro beneficiado com a correção dos níveis de testosterona para normalidade.
A TERAPIA DE REPOSIÇÃO DE TESTOSTERONA é um assunto interessante e polêmico, mas o importante é entender que reposição hormonal é coisa SÉRIA E PRECISA SER REALIZADA POR UM ESPECIALISTA NO ASSUNTO.

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